Wednesday, July 1, 2015

SOLIDÃO PREVENTIVA

Ferido no imaginário
Perdido e solitário
Entre as ruínas de um amor

Caminhando em solidão
Maltratando seu coração
Por lhe fazer sentir tanta dor

Um amante da beleza
É galante por natureza
De Espírito sonhador e sagaz

Ama puro e por nada
Entre o muro e a espada
Mas nunca dá marcha atrás

FALA SÓ P'RÓ CORAÇÃO
NUNCA MAIS, 
NUNCA NAIS NA MINHA VIDA
MAS É SÓ SOLIDÃO
É SÓ SOLIDÃO PREVENTIVA

Não escolheu nascer assim
Mas nasceu para este fim
Porque o amar é uma loucura

Outra cara, outro calor
Nem repara p’ra repôr
É lá cai ele noutra aventura

FALA SÓ P'RÓ CORAÇÃO
NUNCA MAIS, 
NUNCA NAIS NA MINHA VIDA
MAS É SÓ SOLIDÃO
É SÓ SOLIDÃO PREVENTIVA



© Todos os direitos reservados. Manuel Rosa/Sing Your Heart Out 1970- 2015

Tuesday, June 30, 2015

CHORA VELHO PORTUGUÊS

Velho português
Partiu quando criança
Imigrando p’ra terras d’além
Ficou de vez
Mas mantém esperança
De um dia ver de novo a Pátria Mãe

Por nova vida
Buscou novos horizontes
Correndo mar e terra distante
A aldeia antiga
Com seus rios e montes
É uma pena no coração constante

CHORA, CHORA, CHORA
CHORA PORTUGUÊS
LÁGRIMAS SENTIDAS DE VERDADE
VOLTA, VOLTA, VOLTA
VOLTA A CASA PORTUGUÊS
VOLTA P’RA MATAR TUA SAUDADE

Foi seu destino
Esta tão cruel partida
Procurar feliciade em país alheio
Recorda menino
Aquele dia de saida
Alegria que enchia o coração cheio

Cá labutou
Por aquilo que tem
Casa, carro, e tudo mais do melhor
A vida passou
Onde conhece ninguém
Lá na aldeia ficou a família e o amor

CHORA, CHORA, CHORA
CHORA PORTUGUÊS
LÁGRIMAS SENTIDAS DE VERDADE
VOLTA, VOLTA, VOLTA 
VOLTA A CASA PORTUGUÊS
VOLTA P’RA MATAR TUA SAUDADE

Agora velho
Só um sonho lhe resta
Ir à linda aldeia p’ra poder morrer
Dá o conselho
De sua opinião honesta
Nunca deixes o lugar que te viu nascer

 CHORA, CHORA, CHORA
CHORA PORTUGUÊS
LÁGRIMAS SENTIDAS DE VERDADE
VOLTA, VOLTA, VOLTA 
VOLTA A CASA PORTUGUÊS
VOLTA P’RA MATAR TUA SAUDADE










© Todos os direitos reservados. Manuel Rosa/Sing Your Heart Out 1970- 2015

Sunday, June 28, 2015

AS QUINAS E O HINO

Por saudade da Pátria mãe
Sofre o imigrante português
Rodando além do além
Na rota que o destino fez

Atravessou continente e mar
Fugindo à fome e pobreza
Procurou nova vida, novo lar
Longe da terra portuguesa

TEM O VINHO E A MASSA
E TEM TOUROS NA PRAÇA
TEM AS QUINAS E O HINO
E UM IMPÉRIO AO DIVINO
MAS NUNCA É IGUAL
COMO ESTAR EM PORTUGAL

No coração a mágoa forte
Pelos amigos e familiares
Que por sua triste sorte
Vivem longe destes lugares 

Ai um dia quem me dera
Regressar à aldeia de vez
Meu Deus se eu pudera
Não seria imigrante português

TEMOS O VINHO E A MASSA
E TEMOS TOUROS NA PRAÇA
TEMOS AS QUINAS E O HINO
E UM IMPÉRIO AO DIVINO
MAS NUNCA É IGUAL
COMO ESTAR EM PORTUGAL





© Todos os direitos reservados. Manuel Rosa/Sing Your Heart Out 1970- 2015

Wednesday, June 17, 2015

O VELHO VAQUEIRO

Aquele velho vaqueiro
Ainda cavalga o dia inteiro
Só correndo atrás das vacas
Sua mulher já está farta
Diz que o raio que o parta
Sempre metido em ressacas

Mas o velho não relenta
Enquanto o corpo aguenta
Esta É que será sua vida
Diz estar bem confidente
Que as vacas também são gente
E merecem mais que a comida

DIZ O VELHO VAQUEIRO- (O VELHO VAQUEIRO)
PARA SER BOM LEITEIRO- (SER BOM LEITEIRO)
É PRECISO CUIDAR DAS VACAS
TODO O TEMPO INTEIRO

Fala o velho sorridente
Que há aí muito deficiente
Andando a maltratar o gado
Que para dar o bom leitinho
É precisa ter muito jeitinho
E tratá-las com cuidado

Mas a velha não vai nessa
Desconfiada confessa
Ele ser velho p'ra cavalgar
E com cuidar de tanta vaca
Ainda vai armar barraca
E fazer as vacas secar

DIZ O VELHO VAQUEIRO- (O VELHO VAQUEIRO)
PARA SER BOM LEITEIRO- (SER BOM LEITEIRO)
É PRECISO CUIDAR DAS VACAS
TODO O TEMPO INTEIRO



© Todos os direitos reservados. Manuel Rosa/Sing Your Heart Out 1970- 2015

Thursday, May 28, 2015

VEIO NA TêVê

Certa noticia estrondosa, difícil de acreditar
Saiu no telejornal, todo o mundo anda a falar
Era um casal jovem, que família quis começar
Após um curto namoro, já estavam os dois no altar

O noivo era elegante, e a noiva angelical
Foi tal dia de festa, nunca houve outro igual

Todos os parentes, deram parabéns ao casal
Mas o que não começa bem, só pode vir acabar mal

NÃO VI COM OS MEUS OLHOS
NEM SEMPRE A GENTE VÊ
MAS DEVE SER VERDADE
PORQUE VEIO NA TêVê
EU NÃO ESTAVA LÁ
MAS DISSERAM-ME A MIM
PODES NÂO ACREDITAR
MAS JURO QUE FOI ASSIM

Tinham casa nova, oferecida pelos pais
Davam-se muito bem, melhor que muitos casais
Era amor verdadeiro, assim eram os sinais
O maior sonho de ambos, era ter filhos naturais

Vai ser filho lindo, diziam com ufano
E começaram logo, a trabalhar no plano
Mas nada de novo, veio ano após ano
Fizeram tudo quanto possível para um ser humano

NÃO VI COM OS MEUS OLHOS
NEM SEMPRE A GENTE VÊ
MAS DEVE SER VERDADE
PORQUE VEIO NA TêVê
EU NÃO ESTAVA LÁ
MAS DISSERAM-ME A MIM
PODES NÂO ACREDITAR
MAS JURO QUE FOI ASSIM

O problema é tu, um ao outro já culpava

É mais difícil fazer filho, do que eu imaginava
Foram logo ao médico, saber o que passava
Porque mais que tentassem, a noiva não engravidava

O médico examinou, mas não queria crer

Era o caso mais raro, que veio a acontecer
O noivo era mulher, que homem se foi fazer
E a noiva era um homem, que se tornou em mulher




NÃO VI COM OS MEUS OLHOS
NEM SEMPRE A GENTE VÊ
MAS DEVE SER VERDADE
PORQUE VEIO NA TêVê
EU NÃO ESTAVA LÁ
MAS DISSERAM-ME A MIM
PODES NÂO ACREDITAR
MAS JURO QUE FOI ASSIM










© Todos os direitos reservados. Manuel Rosa/Sing Your Heart Out 1970- 2015

Wednesday, April 29, 2015

DOR ETERNA

Uma velhota 
Vestida de luto
Uma garota 
Caída no esgoto
Com bebedeira 
A segurar a esquina
Mexeriqueira a vigiar pela cortina 

LÁGRIMAS CORREM,
DE UMA DOR AGUDA
GERAÇÕES MORREM
E NADA MUDA
ANTIGA CENA
NA VIDA MODERNA
E A GENTE PENA
NESTA DOR ETERNA

Mulher varina
Com a vela acesa
Família cigana
Sem nada na mesa
Marido e mulher
Brigão sem parar 
Soldado a morrer com dó de matar

LÁGRIMAS CORREM,
DE UMA DOR AGUDA
GERAÇÕES MORREM
E NADA MUDA
ANTIGA CENA
NA VIDA MODERNA
E A GENTE PENA
NESTA DOR ETERNA

Mãe com filha passa
Vestida de preto
Vagabundo assa
Charro num espeto
Ladrão bandido
Com sangue na mão
Amante perdido nos becos da ilusão

LÁGRIMAS CORREM,
DE UMA DOR AGUDA
GERAÇÕES MORREM
E NADA MUDA
ANTIGA CENA
NA VIDA MODERNA
E A GENTE PENA
NESTA DOR ETERNA




© Todos os direitos reservados. Manuel Rosa/Sing Your Heart Out 1970- 2015

Friday, April 10, 2015

AMOR ETERNO

Saber sonhar com coisas boas
Foi algo que aprendi contigo
Conhecer as boas pessoas
Saber ser amigo do amigo

Lutar sempre pelo bem
Ser fiel a quem é nosso
Não fazer mal a ninguém
Amar tanto quanto posso

QUEM É QUE NÃO QUER AMOR?
QUEM É QUE NÃO QUER AMAR?
SER QUEM SABE DAR O VALOR
E TER QUEM SABE VALORIZAR
  QUEM NÃO SOFRE COM TRAIÇÃO?
  QUEM NÃO SENTE  PAIXÃO E DOR?
  QUEM NÃO QUER SEU CORAÇÃO
  REPLETO DE PAZ E DE AMOR?

Amas-me por bem e mal
Sem nunca me desamparar
És o amor mais natural
Que jamais irei encontrar

E nunca esqueces de mim
Venha lá seja o que for
Não tem inicio nem fim
Porque é eterno nosso amor

QUEM É QUE NÃO QUER AMOR?
QUEM É QUE NÃO QUER AMAR?
SER QUEM SABE DAR O VALOR
E TER QUEM SABE VALORIZAR
  QUEM NÃO SOFRE COM TRAIÇÃO?
  QUEM NÃO SENTE  PAIXÃO E DOR?
  QUEM NÃO QUER SEU CORAÇÃO
  REPLETO DE PAZ E DE AMOR?



© Todos os direitos reservados. Manuel Rosa/Sing Your Heart Out 1970- 2015

Thursday, April 9, 2015

PESCA DO BACALHAU

Meu pai foi bom pescador
Nas lanchas do Porto Pau
E ganhou muito louvor
Na pesca do bacalhau

"Nasceu com cana na mão"
Era o que o povo dizia
"Que até nem p'ró caixão,
Vai poder ir de mão vazia"

A MARÉ ESTÁ ENCHENTE
O TEMPO NÃO ESTÁ MAU
VAMOS RAPAZES EM FRENTE
Á PESCA DO BACALHAU
É SEMPRE TEMPO DE PESCA
TODO DIA, TODA A HORA
Ó PÁ VAMOS Á PESCA,
VAMOS LÁ, VAMOS EMBORA

Minha mãe já não suportava
Porque era todo o dia nessa
E p'rá nossa avò cramáva
Ele anda virado da cabeça

Mamã gritava com paixão
Que acudisse aquela gente
Tá dia todo de cana na mão
E só com bacalhau na mente

A MARÉ ESTÁ ENCHENTE
O TEMPO NÃO ESTÁ MAU
VAMOS RAPAZES EM FRENTE
Á PESCA DO BACALHAU
É SEMPRE TEMPO DE PESCA
TODO DIA A TODA A HORA
Ó PÁ VAMOS Á PESCA,
VAMOS LÁ, VAMOS EMBORA

Quem dominou o oceano
Desde o tempo antigo
Foi nosso povo Lusitano
Confrontando mar e perigo

Português nasce a pescar
Por necessidade ou prazer
Enquanto houver cana e mar
Há bacalhau para comer

A MARÉ ESTÁ ENCHENTE
O TEMPO NÃO ESTÁ MAU
VAMOS RAPAZES EM FRENTE
Á PESCA DO BACALHAU
É SEMPRE TEMPO DE PESCA
TODO DIA A TODA A HORA
Ó PÁ VAMOS Á PESCA,
VAMOS LÁ, VAMOS EMBORA



© Todos os direitos reservados. Manuel Rosa/Sing Your Heart Out 1970- 2015

Friday, March 27, 2015

ADEUS DE TARDE

Quantos foram os belos dias que vivemos
Quantos sorrisos e festas que passámos
Tantos momentos da vida que esquecemos
Tantas vidas e corações que nós tocámos

Eo tempo não dá tempo p'ra parar
E a vida não dá vidas p'ra emprestar
Nunca estamos preparados p'rá despedida
E ninguém pode bloquear nossa saída

POR ISSO NOS MEUS SONHOS
EU TE CHAMO
P'RA TE DIZER MAIS UMA VEZ
QUE EU TE AMO

Paira a gentileza do teu amor e teu sorriso
Nos corações daqueles com as memórias
Porque recordar é viver e viver é preciso
Neste mundo de injustícias e vanglórias

E nós ficamos p'rá tarefa terminar
E vivemos com saudades a chorar
A nossa vida é este dia e nada mais
O passado e futuro são coisas virtuais

POR ISSO NOS MEUS SONHOS
EU TE CHAMO
P'RA TE DIZER MAIS UMA VEZ
QUE EU TE AMO





(This is a song of loss inspired by Gil Valadao's passing. 
Say what you have to say today because tomorrow may be too late)



© Todos os direitos reservados. Manuel Rosa/Sing Your Heart Out 1970- 2015

Tuesday, March 24, 2015

DESGARRADA DOS GUEIS

Este mundo está a andar p’ra trás
O mundo está a andar para trás
Já é tempo que alguém o diga
Já é tempo que alguém o diga
Porque entender não sou capaz
E nem sei sequer quem o consiga
Parece que veio um Satanás
Á terra só para criar intriga
Pois é que hoje anda tanto rapaz
Que quer fazer parte de rapariga

Mas os astros continuam a rodar
Mas os astros continuam a rodar
E não há ninguém que os domem
E não há ninguém os domem
Muita gente sofre a trabalhar
Mas os malandros sempre comem
O mundo está cheio de sonhar
Muitos sonhos nos consomem
E na realidade há muita mulher
Que quer fazer só parte de homem

Ai que culpa temos nós
Ai que culpa temos nós
Por onde o amor decide ir
Por onde o amor decide ir
A sociedade já não tem voz
Para poder à moda resistir
Será que os nossos avós
É que sabiam como reagir
Pois isto é uma onda feroz
E o pior está ainda por vir

Ai se as coisas correm assim
Ai se as coisas correm assim
Não sei o que eu vou fazer
Ai nem sei o que eu vou fazer
É que eu gosto tanto de mim
Da forma como vim a nascer
O homem afinal tem um fim
É de complementar a mulher
E se não houver nenhum motim
A humanidade vai desaparecer

Sempre houve homem e mulher
Sempre houve homem e mulher
E sempre houve pai e mãe
E sempre houve pai e mãe
Há mães que não são mãe sequer
E há pais que são mães também
Só não me mandem como viver
Porque eu não mando em ninguém
E se os homem não as querem ter
Eu vou arranjar p’ra mim um harém














© Todos os direitos reservados. Manuel Rosa/Sing Your Heart Out 1970- 2015

Monday, March 16, 2015

PAU P'RA CIMA

Hoje em dia há tanto malandro
Que quer só comer sem trabalhar
Onde quer que seja que eu ando
Só os oiço queixar, queixar, queixar

Meu Deus estou farto de escutar
Folear tanta vã concertina
Se algum dia eu vier a reinar
É pau p’ra cima
PAU P’RA CIMA
PAU P’RA CIMA

É PAU P’RA CIMA
PAU P’RA CIMA
PAU P’RA CIMA


Crianças nascem a mandar
Dos pais não escutam nada
Passam a vida só a mamar
E os pais a lhes dar mamada

Quando eu era criança
Antigamente era outro clima
Mas hoje houve mudança
Ninguém dá pau p’ra cima
PAU P’RA CIMA
PAU P’RA CIMA

ERA PAU P’RA CIMA,
PAU P’RA CIMA

PAU P’RA CIMA


A mulher descansa o dia inteiro
Não faz nada na cozinha
Sou só um saco de dinheiro
Para lhe pagar a roupinha

A próxima vez que ela deitar
E essa já se aproxima
Crê-me que ela vai levar
Com pau p’ra cima,
PAU P’RA CIMA
PAU P’RA CIMA

VAI SER PAU P’RA CIMA,
PAU P’RA CIMA

PAU P’RA CIMA



© Todos os direitos reservados. Manuel Rosa/Sing Your Heart Out 1970- 2015